Sobre o nosso futuro…

Quando imaginamos o futuro, assumimos que as coisas vão manter-se movendo na mesma direção do passado recente. No entanto os estudos em “cenários de futuro” tem vindo cada vez mais a mostrar que o desenvolvimento da humanidade nos próximos 10-15 anos é altamente incerto. O Instituto para o Futuro (IFTF), por exemplo propõe 4 diferentes cenários para o suprimento alimentar global. Outros autores como Lynda Gratton propõem cenários para o futuro do trabalho, a Shell faz projeções sobre o petróleo e há ainda autores como Rob Hopkins e David Holmgren que propõem cenários sobre uso dos recursos naturais e seus impactos no desenvolvimento da humanidade.

Se olharmos para os cenários alimentares propostos pelo IFTF por exemplo, poderemos rumar para 4 cenários possíveis: Crescimento, Constrangimento, Colapso e Transformação. Em outras palavras, dependendo das circunstâncias, nós poderemos rumar para um futuro onde poderemos vir tanto a imprimir nossa comida, ou ainda para o colapso da cadeia alimentar em que biliões de pessoas ficarão privadas das fontes de comida tradicionais (industrializada e disponibilizadas nas prateleiras de supermercado) provocando assim caos social e uma corrida desgovernada para produção e consumo local alimentos.

Basta uma sobreposição dos diversos cenários disponíveis e uma vista de olhos atenta ao atual estado de desenvolvimento económico, social e ambiental global para entendermos que em diferentes escalas e contextos os diversos cenários já estão a acontecer um pouco por todo mundo. Ao mesmo tempo tal sobreposição faz-nos pensar que uma atitude passiva perante tais desenvolvimentos muito provavelmente irá levar a humanidade por caminhos nada promissores.

Por outro lado, diante de um cenário de incertezas podemos arriscar uma certeza possível: Independente do futuro, nós — seres humanos — seremos os únicos responsáveis pelo nosso destino. E olhar para o futuro como algo no qual somos parte co-criativa confere a liberdade e a possibilidade de tomar uma atitude de responsabilidade perante os nossos atos e as nossas escolhas de hoje para o futuro à seguir. De acordo com isso, duas coisas chamam atenção: A emergência da cooperação tanto em situações de transição planeada, como em situações pós-caóticas onde cooperar atinge o estatuto de única forma possível de sobrevivência. Poderemos portanto escolher desde já entre o jargão económico-científico da competitividade, ou adotar uma nova postura enquanto seres conscientemente ecológicos: a da co-criatividade.

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